O Eixo Atlântico celebra os avanços da linha de alta velocidade entre A Coruña e Lisboa
O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, fala na Rádio Galega da nova ponte ferroviária sobre o rio Minho
Em declarações à Rádio Galega, Vázquez realçou que a nova ponte de 4 quilómetros será a mais longa da Península Ibérica e que a sua inauguração marca um ponto de viragem no desenvolvimento do projeto. "A infraestrutura está dividida em três partes e agora já podemos dizer que todas elas estão desbloqueadas, o que confirma que estamos a avançar na direção certa", enfatizou.
O Secretário-Geral insistiu na necessidade de continuar a monitorizar os prazos, tanto dos estudos como da execução das obras, para garantir que o projeto possa estar operacional entre 2030 e 2032, conforme planeado desde o início. "Não nos podemos permitir mais atrasos se queremos que a Eurorregião Galiza-Norte de Portugal esteja ligada aos padrões modernos e europeus", observou.
Destacou ainda o papel proactivo de Portugal, que "já está a realiza os trabalhos de engenharia até Braga há algum tempo". Segundo indicou, este planeamento permite confirmar que também o troço Braga-frontera também está em curso, o que significa que o lado português do projeto está a avançar a bom ritmo.
Vázquez Mao aproveitou ainda a oportunidade para recordar que, do lado galego, ainda existem troços que aguardam desenvolvimento, como o de Ferrol–A Coruña e A Coruña–Lugo, que estão a sofrer novos atrasos. "A nossa ambição é que a ligação moderna a Lisboa tenha também origem em Ferrol, e não apenas em Vigo ou A Coruña", acrescentou.
Este progresso, observou, é o resultado dos muitos esforços desenvolvidos pelo Eixo Atlântico nos últimos anos, defendendo perante ambos os governos uma ligação ferroviária moderna, sustentável e competitiva para toda a Eurorregião.
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