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O Secretário-Geral do Eixo Atlântico solicita que seja tornado público o relatório sobre a linha Porto-Vigo, tendo em conta as datas indicadas pelo Presidente da Xunta

O Secretário-Geral do Eixo Atlântico solicita que seja tornado público o relatório sobre a linha Porto-Vigo, tendo em conta as datas indicadas pelo Presidente da Xunta

Xoán Mao afirma que a data de 2038 é absurda e não coincide com os dados do Eixo Atlântico

O Eixo Atlântico solicita, com urgência, ao presidente da Xunta da Galiza que torne público o estudo em que se baseia para afirmar que a linha ferroviária Porto-Vigo será adiada até 2038. Segundo o Eixo Atlântico, estes dados não coincidem de todo com os da entidade e constituem uma afirmação que, a não ser verdadeira, seria "perigosa e irresponsável".

Segundo Xoán Mao: “é inaceitável que o presidente da Xunta divulgue à imprensa datas alarmistas sem tornar público qualquer estudo que o sustente. Queremos conhecer os dados reais, porque pode gerar desânimo e confusão entre os cidadãos.”

O Secretário-Geral do Eixo Atlântico recorda que foi a própria entidade que propôs a ligação Lisboa-Ferrol na Assembleia Geral na Maia, em 2018, e que tem acompanhado o projeto há anos em coordenação com o Ministério dos Transportes de Espanha e a Infraestruturas de Portugal. De acordo com os dados do Eixo Atlântico, o único desfasamento real está relacionado com o Estudo Informativo Prévio da Saída Sul de Vigo e a reconstrução do traçado da estação de Vila Nova de Gaia, com um atraso estimado de cerca de dois anos, bem diferente dos 12 anos indicados pela Xunta.

A este propósito, Mao considera importante salientar que o Ministro dos Transportes de Espanha também não tornou públicas as razões pelas quais se atrasou um ano o Estudo Informativo Prévio da Saída Sul de Vigo, o que "coloca Óscar Puente e Alfonso Rueda no mesmo perfil de ausência de explicações claras".

Xoán Mao acrescenta: “Rueda só defende esta abordagem há dois anos enquanto presidente da Xunta, e apenas verbalmente, usando-a como arma de confronto político com o governo espanhol. Curiosamente, não fez absolutamente nada quando era vice-presidente de Feijóo. Entretanto, o Eixo Atlântico tem trabalhado de forma coordenada e séria durante anos, comparando cada fase do projeto.”

“A recente visita de Rueda ao Porto, com críticas ao governo espanhol, é lamentável. Um português jamais criticaria o seu próprio governo durante uma visita oficial a Espanha”, acrescentou.

O Secretário-Geral solicita que o estudo seja imediatamente tornado público, apresentado ao Parlamento da Galiza e partilhado com todos os representantes do povo galego. Mao adverte: “E se o estudo se revelar falso ou infundado, deverão ser aplicados os mesmos critérios de demissão que a Xunta exige aos ministros do governo central.”

Por fim, Xoán Mao recorda que os representantes mais próximos dos cidadãos são os presidentes de câmara e que qualquer atraso significativo deveria ser previamente comunicado ao Parlamento da Galiza e à FEGAMP, e não divulgado à imprensa sem que os responsáveis municipais tenham acesso aos dados reais.

“Rueda devia enredar menos e trabalhar mais. Fala muito dos atrasos no comboio Ferrol-Lisboa (a Xunta só refere Porto-Vigo, já que o resto não parece interessar-lhe), enquanto a Galiza ainda continua sem contar com um plano para comboios suburbanos, como têm o País Basco ou a Catalunha, ou sem melhorar a estrada entre O Barco de Valdeorras e A Gudiña, que dá acesso ao comboio de alta velocidade e é também de competência autonómica, necessitando de intervenções urgentes que a Xunta nem sequer tem previstas.”

“A Afonso Rueda poderia ser aplicado o ditado ‘Consejos vendo, que para mí no tengo’”, concluiu o secretário-geral do Eixo Atlântico.