Defende que a Comissão Europeia tem várias pastas e competências que influem na promoção e desenvolvimento do turismo, pelo que solicita a criação de uma Comissão específica, apesar de os estados-membro preservarem competências específicas em matéria de turismo
O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao juntamente com a diretora de Estratégia Europeia da entidade, Marta Cabanas Cal, encontram-se na cidade romena de Satu Mare, na fronteira com a Hungria, numa reunião do projeto EPICAH, financiado polo Intereg Europe, para promover o Turismo de Fronteira (2 países 1 Destino) na Europa, reunião que é continuação da realizada no passado mês de maio em Braga, onde se lançou o conceito de Turismo de Fronteira.
Esta reunião na Roménia, na qual estiveram presentes o presidente do County Council de Satu Mare, Pataki Csaba, tem caráter prévio à que manterão as 8 fronteiras europeias que desenvolvem este projeto europeu, no qual participam 16 países, a realizar em Bruxelas no mês de novembro com eurodeputados destes países e com responsáveis da Comissão Europeia, o Comité das Regiões e a Representação Permanente destes países perante a Comissão Europeia.
Numa carta que se enviará no próximo dia 1 de novembro à presidente da Comissão, uma vez que ela tome posse, o Eixo Atlântico solicita a criação da Comissão de Turismo dado o peso deste setor no PIB europeu.
Embora os estados tenham querido reservar competências em matéria de turismo, afirma, “a Comissão tem competências na pasta do Mercado Interno determinantes para o desenvolvimento do setor turístico tais como o roaming, cuja eliminação o Eixo Atlântico promoveu ou os problemas logísticos no aluguer de veículos num país e a sua devolução em outro”.
Mas há também outras pastas da Comissão Europeia que têm competências na matéria, como o termalismo, a conservação e promoção do património natural e a conservação do património cultural, artístico e monumental, “elementos todos eles determinantes para impulsionar novos produtos e mercados turísticos”, sublinha Xoán Mao.
Neste sentido, o Eixo Atlântico promove a criação de uma linha orçamentária na Europa para impulsionar este tipo de medidas e a promoção do Turismo de Fronteira na Europa já que, atualmente, toda a promoção e logística estão centralizadas nas grandes capitais: aspetos tão básicos como as ligações aéreas ou a publicidade dos destinos em Espanha ser realizada pelos municípios e pelas Comunidades Autónomas.
Um exemplo de êxito de políticas turísticas coordenadas é o Caminho de Santiago cujo êxito radica, fundamentalmente, no trabalho que a Galiza e as comunidades pelas quais passa o caminho, realizam há anos, e que apenas nos últimos anos conta com o apoio do governo central. No caso de Portugal o Caminho apenas foi conservado graças ao apoio dos municípios pelos quais passa.