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Fomento comunicará ao Eixo em janeiro a data de exposição pública do estudo informativo da saída sul de Vigo

Fomento comunicará ao Eixo em janeiro a data de exposição pública do estudo informativo da saída sul de Vigo

O presidente, o secretário-geral e o presidente de Monforte abordaram a saída sul de Vigo e o Corredor do Atlântico, com o secretário-geral de Infraestruturas

O presidente do Eixo Atlântico, Alfredo García, juntamente com o secretário-geral do Eixo e o presidente de Monforte, José Tomé, reuniram ontem por cerca de duas horas no Ministério do Fomento com o secretário-geral de infraestruturas, José Javier Izquierdo Roncero, onde abordaram os temas galegos defendidos pelo Eixo Atlântico e que estão pendentes de execução: a saída sul de Vigo e o Corredor do Atlântico.

A reunião, que Vázquez Mao qualificou de “agridoce e abaixo das expectativas”, teve o seu lado positivo no corredor do Atlântico.

No que diz respeito ao corredor, sobre o qual o Eixo tem vindo a alertar da necessidade de que os estudos estejam prontos em 2021, quando se liberem os fundos europeus do próximo período de programação para os solicitar rapidamente, o secretário-geral de infraestruturas informou de que Adif está a trabalhar no plano diretor de renovação e modernização do corredor noroeste, que será apresentando pelo ministro previsivelmente antes do final de janeiro.

Segundo os dados do próprio ministério, este plano incluirá projetos de plataforma, renovação da via e eletrificação. Relativamente a este último aspeto, foi relatado que ainda que os projetos de eletrificação se estejam a realizar a 3.000 V. o objetivo é homogeneizar a rede galega evoluindo para 25.000 V.

A parte negativa da reunião, na opinião do secretário-geral do Eixo Atlântico, foi a Saída Sul de Vigo.

Saída Sul de Vigo

Para que possam iniciar a sua tramitação é imprescindível que a Secretaria-Geral de Infraestruturas, através da Subdireção geral de Planificação Ferroviária, coloque a exposição pública o estudo informativo.

Vázquez Mao transmitiu ao secretário-geral de Infraestruturas a sua preocupação pelos prazos, mas “em qualquer caso as lutas políticas não devem afetar compromissos institucionais entre o Governo de Espanha e a comunidade autónoma da Galiza”, referiu.

Perante a negação reiterada do secretário-geral de Infraestruturas de dar uma data para a exposição pública do estudo, Mao demonstrou o descontentamento comparativo pelo facto de os projetos da Galiza não terem data, enquanto o ministro se compromete publicamente com os projetos do Mediterrâneo, comunicando-lhe a sua intenção de falar com os deputados galegos em Madrid, de todas as forças políticas, para que pressionem o cumprimento dos compromissos institucionais.

O secretário-geral do Eixo Atlântico comunicou a declaração do Parlamento da Galiza na qual este se posicionava por unanimidade a favor da referida infraestrutura, assim como a comunicação da Comissão Europeia que informa da possibilidade de obter um financiamento de 50% para o troço transfronteiriço sem necessidade de que figure no Corredor Atlântico. Isto poria a obra num custo estimado de 200 milhões, num prazo de 4-5 anos de execução, o que significaria um valor que o secretário-geral do Eixo Atlântico qualificou “de ridículo” em termos de orçamento nacional de Fomento.

O secretário-general de Infraestruturas confirmou também o interesse de Portugal na obra e que esta havia sido analisada no contexto da passada Cimeira Ibérica, apesar de não ter sido comunicada uma data para submeter a Informação Pública o estudo informativo.

Vázquez Mao quis deixar claro que não estava a pedir uma obra nova, mas sim a reclamar uma que já estava aprovada e decidida e que o ministro Blanco no anterior executivo socialista paralisou quando mandou retirar as tuneladoras ao chegar à estação de Urzaiz em Vigo. A conversação terminou com o compromisso do secretário-geral de infraestruturas de que informarão de uma data de exposição pública do estudo informativo antes que termine janeiro. O Eixo esperará até então para manifestar a sua posição a esse respeito.

Finalmente Mao expressou a sua deceção pelo facto de se comprovar que as infraestruturas da Galiza não são prioritárias para o atual Governo. Em contraste com o interesse que para o governo português têm as infraestruturas do norte e as ligações com Espanha, bem como a forma continuada em que o governo, especialmente o ministro Pedro Marques, honra os seus compromissos.