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Portugal, Espanha e Estados Unidos lançarão a primeira Plataforma Eólica Flutuante

Portugal, Espanha e Estados Unidos lançarão a primeira Plataforma Eólica Flutuante

Fornecerá energia elétrica à rede portuguesa

A empresa portuguesa EDP, a espanhola Repsol e a americana Principle Power vão construir na costa atlântica na cidade de Viana do Castelo a primeira Plataforma Eólica Flutuante que fornecerá energia elétrica à rede portuguesa.

Numa entrevista com Efe, José Maria Costa, presidente de Viana do Castelo, explicou que se trata do projeto “Wind Float Atlantic”, que esteve cinco anos em fase de testes na costa portuguesa e que, uma vez comprovada a eficácia destes novos sistemas, será lançado para obter rentabilidade comercial.

A iniciativa conta com o apoio do Governo português com um investimento de 120 milhões de euros (126 milhões de dólares) e é liderada pela empresa portuguesa Energias de Portugal (EDP). Este tipo de plataformas, segundo a fase experimental, estão projetadas para serem colocadas a uma profundidade marinha superior a 40 metros e podem suportar ondas superiores a 17 metros e ventos de mais de 60 nós. A construção da primeira plataforma eólica flutuante do mundo vai começar já este ano a 17 km da costa de Viana do Castelo e vai “representar uma riqueza muito importante para a comarca, já que se vão criar muitos postos de trabalho, tanto na fase de construção como no período de manutenção”, afirmou Costa.Um dos elementos mais relevantes do projeto será a construção de um cabo submarino de 17 quilómetros que terá capacidade para transportar 150 quilowatts até à rede elétrica.

Cimeira Ibérica

Costa declarou à Efe que “a fronteira luso espanhola tem de estar isenta de portagens num raio de 60 quilómetros”, reivindicação que vai ser levada à Cimeira Ibérica que será realizada esta primavera.

Para o autarca português, a isenção de portagens nas autoestradas para quem vive junto à fronteira seria uma forma importante de “ativar a vida económica”.

José Maria Costa, do Partido Socialista (PS) de Portugal, entende que no âmbito da cooperação luso espanhola haveria que dar prioridade a “problemas muito simples” a solucionar na próxima Cimeira que, além disso, terá como eixo principal a cooperação transfronteiriça.

Na sua opinião, “existem muitos obstáculos burocráticos que impedem que haja transportes públicos que liguem ambos os lados da fronteira”, facto que impede uma correta comunicação nos territórios de fronteira.

Outro presidente português como o de Miranda do Douro (na fronteira com Zamora), Artur Nunes, solicitou recentemente ao Governo Português que fossem facultadas linhas regulares de autocarros até Zamora para que os utilizadores portugueses pudessem chegar de forma direta à estação do AVE de Zamora.

Neste sentido, no âmbito do projeto de modernização da ferrovia entre Porto e Vigo, José Maria Costa considera “imprescindível” um novo túnel de acesso à estação ferroviária de Vigo, que evitaria demoras nas transferências das pessoas que chegam de Portugal à Galiza.

Para José Maria Costa, outra das prioridades em matéria de cooperação luso-espanhola seria a de “rentabilizar as infraestruturas construídas com fundos europeus”.

Neste sentido, referiu-se concretamente a centros de saúde ou edifícios escolares que tenham sido financiados pela UE e aos quais “se deve dar uma finalidade para que possam ser utilizados quer por portugueses quer por espanhóis”.

Outra das prioridades de cooperação luso-espanhola deve ser, segundo o autarca, a aposta numa “gestão conjunta dos serviços de Proteção Civil e Bombeiros para combater os incêndios florestais”.

“Estas coisas, que são problemas simples, não costumam ser tratadas nas cimeiras e creio que na próxima deveriam ser abordadas”, insistiu o presidente.

José Maria Costa é, também, presidente das assembleias de duas entidades luso-espanholas, o Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular e da Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças (RIET).

“Esperamos que ambos os governos, antes da Cimeira, se reúnam com estas e outras entidades que atuam na fronteira”, disse José Maria Costa, que entende que “os problemas simples que da fronteira apenas serão solucionados se as pessoas que aí vivem forem ouvidas”.