O Município de Bragança está, nesta altura, a preparar os projectos de, pelo menos, três museus. Além do Museu da Língua, que deverá ser instalado nos antigos silos da EPAC, está também a ser preparado o projecto do Museu Ferroviário. Já na fase final está o Centro de Interpretação da Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano, que deverá ser inaugurado no mês de Setembro.
Este espaço que pretende mostrar a influência da cultura judaica no distrito de Bragança, situa-se na rua Abílio Beça, ao lado do Centro de Arte Contemporânea, Graça Morais.
Para Susana Milão, coordenadora das equipas envolvidas no projecto expositivo, a unidade é inovadora no sentido em que estabelece uma relação directa entre o grupo de investigadores e uma perspectiva a partir do presente, com o contributo de artistas contemporâneos. “Não é um centro de interpretação que se baseia em recolhas de artefactos ou de património, é uma tradução da investigação que encontra ali uma ideia de espaço”.
Quanto ao Museu Ferroviário, deverá ser instalado nos armazéns que serviram de abrigo às carruagens da estação terminal da Linha do Tua, que estão encerrados há mais de uma década.
A requalificação está a ser preparada em conjunto com a Fundação Museu Nacional Ferroviário. A gestora de projectos desta fundação, Maria José Teixeira, refere que objectivo é valorizar as potencialidades da colecção disponível e da localização do edifício, sendo para isso necessário ampliar o espaço e dotá-lo das exigências de um museu dos dias de hoje.
Maria José Teixeira acrescenta ainda que a colecção que actualmente está em Bragança “é excelente”e está “em óptimo estado”. O Município de Bragança vai investir cerca de 500 mil euros na requalificação do espaço, de forma a permitir abrir as portas ao público.